domingo, 8 de junho de 2025

Mulher da vida

Que vives 

Sem ela; 

Presa no peito 

Num colar 

Sem fio; 

Roída dentro 

Dessas cinzas, 

Gritas no silêncio,

Acolhes-te 

No único olhar que 

Conheces, 

Nas patas que te seguram 

Noite após noite, 

Onde a vida te Faz mulher.

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Um dia

Pr'alem dos dias

Tu virás p'ra me

Amar, inteira,

Como sou,

E deixar-me-ás

Repousar, por fim, 

Flutuar.

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Tive medo do escuro 

Mesmo onde havia luz,

Tive medo de ficar

Mesmo onde me queriam amar, 

Hoje tenho medo

De não sentir mais medo.

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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Se aqui não é

O teu lugar:

SAI.

Foge em frente

Como te contornavas

No passado.

A frente não é

O futuro,

Mas a fuga é

A culpa,

Escorregadia, 

Daqueles que fogem

Sob passadeiras vermelhas

Em cima de buracos

Jamais esquecidos.

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Foste naquele tempo

Uma Hera,

De alimento

Sem raíz,

De amor

Mas sem coração.

Foi uma Era

De solidão

Sem flôr.


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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Traduz-me as palavras 

Que eu não consigo entender:

"Peço-te ! " 

E tu, mostras-me, 

No meio da escuridão,

A mais tenue luz brilhante

Que já vi.

No toque mais ausente que já senti,

Agora encontro tudo o que já aprendi ! 

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segunda-feira, 14 de abril de 2025

o Tempo voa nas asas duma gaivota,

Que sobrevoa os céus sem destino,

Numa maré que só o tempo sabe comandar,

Ventos que sopram o rumo do barco já sem vela,

Destinado ao cais. . . 


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sexta-feira, 7 de março de 2025

As arvores dançam ao ritmo

da melodia do som 

da musica 

das portas e das janelas

que ficaram abertas...

Bafejadas pela frescura daquela 

que lhes deu a vida, 

Escorre, folha por folha, 

A alegria... 


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Antes que as palavras 

Me vooem,

Mas só depois da 

Chuva passar, 

Irei te contar

Porque estive 

Todo este tempo, 

A espera, 

Para te amar. 


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Parem com os sussuros,

É preciso alguém que 

Nos livre da noite:

Por hoje,  ja chega. 

Á caminhos que nos levam

A pequenos astros,

Á caminhos que nos levam 

A certaza do incerto.

Deita a tua mão sobre a grade

E abre a porta.


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