terça-feira, 26 de novembro de 2024

Está na hora

De mudar a hora,

De mexer no relógio.

Deixar que o vento

Volte a mexer o moinho,

Deixar arder o fogo,

A água inundar,

Abrir as mãos e 

Soprar as cinzas do

Coração.


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"dustin tebutt-the breach"

Vejo o que 

Dizem e ninguém ouve,

Ouço o que 

Passa e ninguém vê,

Sinto o escuro na luz

E a luz no escuro.

Sou inteiramente por

Metades desfeitas

Que ninguém vê

A perfeita

Sombra da imperfeição

Do que o Amor pode transformar.


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Quando o dia nasce

Fecho os olhos

Para a solitária negra,

Acordo para o silêncio

E a vida floresce num

Mar infinito de possibilidades

Impossiveis...

Ora momentâneas ou reais,

Sonhos.


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A solidão é 

Uma adição,

Vicia-se em ti

E torna-se escrava

Da tua escuridão.


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domingo, 25 de agosto de 2024

Passou-me pela cabeça
Uma estrela cadente
E no céu um pensamento
Fugaz;
Do que foi irá com a noite
E o que será virá com o dia.


A dualidade da escrita
Ora queimada
Ou levada pelo vento,
Pingada com chuva que corre
Sem parar nem perguntar,
É agora, sentida, que tudo,
Novamente mudou, e está de volta;
O que foi na realidade, nunca, daqui
Se foi. 

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imagem by: ashvinharrisonart

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Quando a chama se acende

E o fumo queima

A  incandescência da cinza,

A bússola procura os ponteiros

Que o relógio já levou;


O sal queima as costas,

A àgua gela o corpo,

O sol aquece a alma,

A brisa arrefece a mente,

Mas o coração corre

P'ro conforto do teu abraço.


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Olhas as sombras

Com vontade de as cortar,

Alheia á luz que teima

Em te rodear;


Desejas o dia da partida

Que te fez, finalmente, chegar

Para que aprendas, ainda que moída

A beleza da palavra Amar.


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sábado, 6 de abril de 2024

E pela primeira vez

A porta abriu-se

Sem que eu lhe tivesse tocado,

E eu entrei, sem medo.

Confortavel numa realidade

Desconhecida.

As minhas folhas balançavam

Forte, com tantas cores que

Aquele vento trazia ...

Ainda assim,

As minhas raizes eram mais 

Fortes e seguras que nunca.


E pela primeira vez,

Á luz do Sol a 

Caneta escreveu.


pb (_jp) 040424 1355 

No silêncio das palavras

Que se beijam,

Sente-se a melodia do

Amor,

Ouço a medo, com ânsia,

A pergunta de onde andas-te 

Tu, toda a minha vida...

Em forma redonda, de lágrima:

AQUI, meu amor, à tua ESPERA !


pb(_jp) 020424 0305


A mim ja nada me parece nada! 

Passam os dias,
Passam as semanas,
Passam os anos,
E tudo continua a piorar...

Os sonhos desfazem-se em cinzas antes de serem terminados.

A ansia de sentir aqueles momentos, de calor inexplicavel,
Chamados Amor, são cada vez menores, a inexistentes.

A coragem de continuar em prol de "amanha sera melhor" é substituida por eternos dias mergulhados em sono e apatia, a espera que por um gesto magico dA mao divina a roda gire e o factor "sorte"se mostre!

A vontade de continuar a vegetar neste mundo passa de muito pouco a nenhuma.

A tristeza, solidao, desespero... levam a pensamentos constantes de ver a outra vida!

Tudo tao "bonito" aqui em baixo, tudo tao "perfeito" para os outros...
Como sempre...

Eu, fico sentada, aqui, neste "quadro" a ver tudo a acontecder a minha frente...
Sem nunca poder fazer parte "daquele" mundo a que chamam "real"...
Onde as pessoas se amam e se respeitam,
Onde as pessoas vivem e se diertem,
Ondem as pessoas gostam e anseiam por mais horas para viver !

E eu... aqui a olhar para tudo isto.

pb(_uk) 25062012 2012
(found by email_shared 060424 1610)